

Por CloudDog, Criado em 16/01/2026
Os 6 R's da migração para a nuvem: qual estratégia usar para cada aplicação
Migrar para a nuvem não significa aplicar a mesma estratégia para todos os sistemas da empresa. Cada aplicação tem uma idade, uma arquitetura e uma importância diferente para o negócio, e a AWS organiza as abordagens possíveis de migração em seis categorias, conhecidas como os 6 R's. Entender cada uma ajuda a planejar uma migração mais rápida, mais barata e com menos risco.
Rehost: mover sem alterar
Rehost, também chamado de lift and shift, é mover a aplicação para a nuvem praticamente sem alterações no código ou na arquitetura. É a estratégia mais rápida de aplicar e costuma ser o ponto de partida para empresas que precisam sair do data center local rapidamente, deixando otimizações mais profundas para uma etapa posterior.
Replatform: ajustes pontuais para ganhar eficiência
Replatform envolve fazer pequenos ajustes na aplicação durante a migração, sem mudar a arquitetura central. Um exemplo comum é migrar um banco de dados autogerenciado para um serviço gerenciado como o Amazon RDS, reduzindo o esforço operacional sem precisar reescrever a aplicação inteira.
Repurchase: trocar por uma solução pronta
Repurchase significa abandonar a aplicação atual e adotar uma solução já existente, geralmente no modelo de software como serviço. Faz sentido quando manter e migrar o sistema legado custa mais caro do que adotar uma alternativa de mercado já pronta e mantida por outro fornecedor.
Refactor: reconstruir para aproveitar a nuvem de verdade
Refactor é a estratégia mais profunda, e envolve redesenhar a aplicação para aproveitar recursos nativos da nuvem, como arquitetura serverless, containers ou microsserviços. Exige mais tempo e investimento, mas costuma trazer os maiores ganhos de escalabilidade, performance e redução de custo a longo prazo.
Retain: manter como está por enquanto
Retain significa decidir, conscientemente, não migrar uma aplicação específica no momento. Pode ser porque o sistema está prestes a ser descontinuado, porque existe uma dependência técnica complexa demais para resolver agora, ou porque o retorno da migração não justifica o esforço naquele momento.
Retire: desligar o que não é mais necessário
Retire é identificar sistemas que não geram mais valor para o negócio e simplesmente desativá-los. É comum encontrar aplicações esquecidas, duplicadas ou substituídas por outras soluções durante o levantamento inicial de uma migração, e desligá-las reduz custo e complexidade antes mesmo da migração começar.
Como escolher a estratégia certa para cada aplicação?
A escolha depende da importância da aplicação para o negócio, da complexidade técnica envolvida, do orçamento disponível e do prazo esperado para a migração. Sistemas críticos com alto volume de uso costumam justificar um investimento maior em refactor, enquanto sistemas de suporte interno podem ser resolvidos rapidamente com rehost ou replatform.
Na prática, a maioria das migrações combina várias dessas estratégias ao mesmo tempo, aplicando a abordagem certa para cada sistema, em vez de usar uma única estratégia para todo o portfólio de aplicações da empresa.
Por que esse planejamento importa?
Empresas que migram sem definir a estratégia certa para cada aplicação costumam gastar mais tempo e dinheiro do que o necessário, ou perdem a oportunidade de já sair da migração com uma arquitetura mais eficiente. Um levantamento técnico bem feito no início evita retrabalho e acelera o retorno do investimento em nuvem.
A CloudDog tem experiência aplicando as diferentes estratégias de migração para empresas de todos os portes na AWS. Conheça nosso serviço de Migração para Nuvem AWS e planeje a estratégia certa para cada aplicação da sua empresa.
